domingo, 24 de julho de 2011

LIVROS-Biografia de Amy Winehouse explica história de "Rehab"

da Livraria da Folha


A cantora Amy Winehouse é conhecida, já há algum tempo, mais por suas polêmicas do que por seu trabalho. Envolvimento com álcool e drogas, abandono do palco, internações, prisão do marido, entre outras. Quando começou, ainda aos 19 anos, sua principal preocupação era sua música e como ela era classificada. Amy não gostava de ser comparada a outras revelações do blues e mantinha sua personalidade presente em sua música. O tom pessoal de seus discos se dá especialmente por ela compor quando está triste. Os momentos ruins de sua vida são alimento pra suas canções. Algo ruim acontece, ela sofre, expulsa estes sentimentos na música e um novo sucesso está pronto. A relação tempestuosa com Blake, seu marido, começou problemática. Seu segundo álbum, e responsável por seu sucesso mundial, "Back to Black" é todo baseado nos problemas que a relação enfrentou. Seu primeiro grande hit, "Rehab", surgiu após as preocupações com seu comportamento autodestrutivo por conta do fim do namoro.
Leia abaixo um trecho da biografia "Amy, Amy, Amy" no qual a história por trás de "Rehab" é contada:
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Apesar da precariedade da ligação, o casal estava perdidamente apaixonado e os dois passavam o tempo todo juntos. Posteriormente, Amy diria ao The Observer que Blake era o seu tipo ideal. "Se estou a fim de um cara, procuro um homem que tenha no mínimo 1,80 m de altura, cabelo preto, olhos escuros e muita tatuagem (ou seja, Blake)".
O relacionamento se arrastou por quase seis meses. Depois disso, as pressões externas acabaram com o amor e Blake e Amy se separaram. Amy ficou arrasada. Blake voltou para a antiga namorada. Amy começou a beber muito.
"Fiquei muito deprimida", ela contou ao The Daily Record em 2006. "Eu estava apaixonada por um cara e tudo acabou. Tudo por causa das escolhas erradas e equívocos. A culpa da separação foi de nós dois". Amargurada em casa, ela começou a escrever a respeito da dor. As canções começaram a se acumular, tomando a forma do que seria Back to Black.
"Back to Black (de volta ao luto) significa o momento em que você termina um relacionamento", ela disse ao The Sun em 2006. "Quando você volta a fazer o que é confortável para você. Meu ex-namorado reatou com a outra namorada e eu voltei a beber e passar mal".
Além da dor da separação, Amy ainda precisou lidar com a pressão dos empresários e da gravadora para trabalhar no segundo álbum. Eles queriam que ela começasse a compor, entrasse em estúdio. Estavam preocupados com o surto de bebedeira após o rompimento com Blake. Os empresários sugeriram que ela "pegasse leve" na bebida. Amy não seguiu o conselho e continuou afogando as mágoas secretamente, escrevendo canções francas sobre separação. De repente, começou a perder peso. Sem a ver há algum tempo, seu empresário Nick Godwin ficou chocado ao vê-la tão magra.
"Com certeza, eu bebia demais", ela disse ao The Daily Record, na época do lançamento Back to Black. "Sempre tive boa tolerância ao álcool. Os estados em que eu entrava eram uma piada. Admito que eram uma piada. Meus amigos me encontravam às 6 horas da noite no sábado já bêbada. Não deveria estar daquele jeito naquela hora. Estava um bagaço desde o dia anterior, por não dormir a noite toda e ainda estar acordada. Ou apagava às 5 horas. Não era muito saudável".
Enfim, os empresários intervieram e insistiram para que Amy procurasse ajuda ou pelo menos aconselhamento. Ela acabou concordando em se consultar com um conselheiro de viciados em um centro de reabilitação.
"Foi uma época péssima para mim e eu bebia cada vez mais", ela disse ao The Sun. "Meus empresários resolveram parar de segurar as pontas para mim e me comunicaram que iam me levar ao centro de reabilitação. Perguntei a meu pai se ele achava que eu deveria ir. Ele disse que não, mas que valeria a pena tentar. Eu fui por 15 minutos. Entrei, cumprimentei e expliquei que bebia porque estava apaixonada e o relacionamento tinha acabado. Então, fui embora".
Esse episódio, claro, serviu de base para "Rehab", escrita de improviso em Nova York, no começo de 2006, e se tornou o sucesso que anunciava a chegada de Back to Black. Conversando com The Sunday Tribune em 2007, ela contou uma versão diferente de como foi a consulta. Disse que o encontro com ele aconteceu após uma briga com Tyler James, seu velho amigo dos tempos da Sylvia Young's.
"Éramos tão amigos que ele fazia de tudo por mim, por nada, e eu o amo e respeito por isso", ela disse. "Ainda é como um irmão mais velho. Acho que ele estava com a paciência no limite. Depois de um episódio deplorável de bebedeira, ele ligou para meu pai, que me disse: "Você precisa vir para cá passar uns dias comigo". Eu disse: "Tudo bem, eu vou".
Seu pai e Tyler James sugeriram que ela marcasse uma consulta em um centro de reabilitação para viciados para ser avaliada e descobrir se realmente seria dependente; e, caso fosse, se precisaria de tratamento.
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Amy, Amy, Amy
Autor: Nick Johnstone
Editora: Madras
Páginas: 152
Quanto: R$ 44,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

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