domingo, 2 de outubro de 2011

Americanos preferem não ver fotos de Osama bin Laden morto

A tese do Departamento de Justiça é que a divulgação dessas fotos põe em perigo a vida de pessoas que tenham participado da operação

Bin Laden foi assassinado em março no Paquistão por um comando de forças especiais americanas Bin Laden foi assassinado em março no Paquistão por um comando de forças especiais americanas (Pentágono/AFP )
A maioria dos americanos prefere que não sejam divulgadas as imagens do corpo do terrorista Osama bin Laden, segundo uma pesquisa publicada neste sábado pelo website Politico. A sondagem foi feita por telefone pela empresa Poll Position em 29 de setembro e questionou 1.156 adultos de todo o país.
O resultado: 49% dos entrevistados querem que as imagens da morte do chefe da Al Qaeda - assassinado em março no Paquistão por um comando de forças especiais americanas - se mantenham guardadas nos arquivos do governo. Já 30% opinaram que as fotos deveriam ser divulgadas. Os demais mostraram-se indiferentes em relação à questão e não opinaram.Segundo a pesquisa, as opiniões sobre esse assunto variam segundo a identificação política dos entrevistados. Para 40% dos republicanos, esse material deve permanecer sob custódia, enquanto 41% opinam que deveria ser divulgado. Entre os democratas, 56% querem que as imagens permaneçam ocultas e 28% preferem sua divulgação.Já entre os independentes - o crescente grupo de cidadãos que não se identifica como republicanos nem democratas - 50% se mostraram a favor de manter as fotos ocultas e 32 % acham que deveriam ser exibidas.
Processo –
Nesta semana o governo do presidente Barack Obama argumentou diante dos tribunais que as 52 imagens e vídeos gravados durante a operação devem permanecer sob sigilo. A tese do Departamento de Justiça é que a divulgação dessas fotos põe em perigo a vida de pessoas que tenham participado da busca e eliminação de bin Laden e pode revelar alguns dos métodos e equipamentos de operação das forças especiais.A ação do governo respondeu aos trâmites iniciados pelo Politico e outros meios de comunicação americanos, ao lado do grupo Judicial Watch, que reivindicaram a divulgação das imagens amparando-se na Lei de Liberdade de Informação dos Estados Unidos.

(Com agência EFE)

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