Sexo é um assunto tabu para a religião. Quase nunca aparece e, quando vem à tona, é mais para ser reprimido do que discutido. Não pode fazer antes de casar. Não pode fazer com camisinha. Não pode fazer isso ou aquilo…

Mas talvez a maior diferença esteja nos clientes: mais pudicos e com menos informação sobre sexo. Preocupados com o que possa ofendê-los, os sites adotam uma linguagem menos explícita (em vez de “borboleta estimuladora de clitóris”, vendem “estimulador vibratório”, por exemplo) e mandam junto com os produtos instruções para o “uso saudável”. Os comerciais de um outro sex shop cristão, o Hookin’ up Holy, são tão ingênuos que chegam a ser cômicos:Todo esse cuidado parece estar valendo a pena. Alguns líderes religiosos já começaram a indicar os serviços dos “sex shops de Jesus” para salvar o casamento de alguns fiéis. Uma mulher cristã ouvida pela reportagem do Daily Beast disse que um vibrador reacendeu seu casamento – e deu a ela seu primeiro orgasmo. Um jovem judeu disse que os brinquedos ajudaram-no a lidar com a ejaculação precoce que atrapalhava sua relação com a mulher. A ajuda dos livros sobre sexo e dos brinquedos sexuais é infinitamente mais eficiente do que alguns conselhos estapafúrdios que se espalham em algumas comunidades religiosas. A reportagem cita que um jovem casal escutou o seguinte: “Se uma mulher não gosta de sexo, ela deve tomar dois comprimidos de Tylenol e terminar o mais rápido possível”. Ótimo conselho para a felicidade conjugal, não?
Fiéis de outras religiões tiveram iniciativas semelhantes. Há um sex shop judeu, a Kosher Sex Toys, e uma loja virtual que segue as leis da sharia muçulmana, a El Asira. Não importa se seguidores de Jesus, Moisés ou Maomé, todos os sites têm algo em comum: defendem que o bom sexo é fundamental para um casamento bem-sucedido. Duvido que ateus e agnósticos discordem dessa ideia.
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