segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Skastistas são suspeitos de matar gay em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu ontem um grupo de seis jovens, entre 16 e 23 anos, suspeito de praticar uma série de ataques a gays na região central da capital. Uma das vítimas foi, diz a polícia, o auxiliar administrativo Bruno Borges de Oliveira, 18, que morreu no dia 26 em decorrência de ferimentos causados por chutes, socos e golpes de skate na cabeça.

De acordo com a polícia, o grupo é formado por skatistas que, na madrugada, frequentava conhecidos redutos gays, como a região das ruas Augusta e Frei Caneca, para atacar. Esses jovens (dois adolescentes e quatro adultos), além de agredir, roubavam as vítimas, como forma de humilhação. De Oliveira, por exemplo, levaram um par de tênis, um Bilhete Único e um celular. "Eles escolhiam as vítimas por serem gays. Fazia parte do ritual de humilhação subtrair os bens da vítima", disse o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic (departamento que investiga roubos e latrocínios). Os policiais dizem que, ao roubar dinheiro, bilhete de transporte público e telefone, o grupo obrigava a vítima a voltar para casa andando. Assim, levar também os tênis era uma forma de aumentar o sofrimento e humilhação. Para chegar aos suspeitos, a polícia investigou uma das das "armas" utilizadas na agressão a Oliveira: o skate. Os investigadores descobriram que os jovens frequentavam a região da av. Paulista e da praça Roosevelt, no centro, para praticar o esporte. De lá, foram seguidos. Foram presos o gaúcho Leonardo da Rosa, 23, um dos líderes do grupo, Evetron José Teodoro de Souza, Gabriel Leal Noronha e Daniel Henrique da Silva, todos de 20 anos, além dos dois adolescentes. De acordo com a polícia, os suspeitos confessaram o crime. Quase todos tinham passagem por tráfico, roubo e furtos. Rosa, diz a polícia, cumpriu medida socioeducativa por homicídio, quando era adolescente. Além do crime contra Oliveira, a polícia descobriu outro ataque a gays na região minutos antes. Essas vítimas reconheceram os acusados. Para a polícia, os jovens são suspeito de "muitos" outros ataques na região. Quatro dos seis suspeitos não quiseram falar com a reportagem. A Folha não localizou os advogados deles.

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