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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Produtora de 'Uma Linda Mulher' e 'Homem Aranha' morre nos EUA

Laura Ziskin será lembrada por muitas de suas conquistas. Com sua morte, aos 61 anos, vítima de câncer nos seios, Hollywood perde não apenas uma das mulheres mais fortes no mercado de produções independentes, como uma humanitária que ficou conhecida por sua intensa luta para ajudar outras mulheres com câncer a partir de uma campanha televisiva. Produtora de filmes icônicos como Uma Linda Mulher e toda trilogia Homem Aranha, ela conseguiu chegar à lista dos mais poderosos da indústria cinematográfica.

Segundo informações da revista Variety, Ziskin morreu em paz, na sua casa, ao lado do marido, o roteirista Alvin Sargent. A produtora também tinha no currículo filmes como Clube da Luta e Um Sonho Sem Limites, além de ter produzido duas transmissões do Oscar que lhe renderam alguns prêmios.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hebe visita calçada da fana

Hebe Camargo é fotografada na Calçada da Fama, em Hollywood. A apresentadora, que grava matérias para seu programa na RedeTV!, faz graça com uma estátua de Marilyn Monroe

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Hollywood exalta a "atemporal e bela" Sophia Loren

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - John Travolta a descreveu como "a coisa mais deliciosa" a ter saído da Itália, Roberto Benigni cantou "O Sole Mio" para ela e Billy Crystal disse que ela foi seu "primeiro grande amor".

Hollywood compareceu em peso na noite de quarta-feira para homenagear Sophia Loren, 50 anos após ela ter se tornado a primeira pessoa a conquistar um Oscar de atuação por um papel em um filme não falado em inglês: o italiano "Duas Mulheres".Loren, que está com 76 anos e conserva intactas suas curvas famosas, não assistiu à entrega dos prêmios da Academia em 1961. Na quarta-feira ela disse a uma plateia de 800 atores, diretores, amigos e familiares que nunca sonhou que uma italiana, atuando em um filme italiano, pudesse receber o prêmio mais importante do cinema."O prêmio da Academia mudou minha vida por completo", disse ela no tributo organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
"Não há palavras para descrever minhas emoções neste momento. É difícil imaginar que 50 anos se passaram desde que recebi meu Oscar em casa."Vista como a atriz italiana ainda viva mais famosa, com mais de 80 filmes em seu currículo, Loren recebeu um Oscar pelo conjunto de seu trabalho em 1991 e foi declarada "um dos maiores tesouros do cinema mundial".
Na quarta-feira ela foi festejada com homenagens e clipes de alguns dos papéis mais famosos de sua época áurea, entre os anos 1950 e 1970, incluindo "Casamento à Italiana", "Um Dia Muito Especial", "Ontem, Hoje e Amanhã" e os filmes de Hollywood "El Cid" e "O Homem de La Mancha".Com a maioria dos atores e diretores com quem ela trabalhou já mortos há muito tempo -- Marcello Mastroianni, Gregory Peck, Frank Sinatra, Charlton Heston, Cary Grant, Marlon Brando e seu marido, o produtor Carlo Ponti --, os discursos ficaram a cargo de uma geração mais jovem.Rob Marshall, que dirigiu Loren em seu longa mais recente, "Nine", em 2009, disse que trabalhar com ela foi "a magia maior que conhecerei na vida".
Tom Hanks a descreveu como "atemporal, bela e autenticamente real". Christian De Sica descreveu as colaborações frequentes de Loren com seu pai, o diretor italiano Vittorio De Sica, como sendo "como um cappuccino -- é impossível distinguir o leite do café".O ator e diretor italiano Roberto Benigni, ele próprio ganhador de um Oscar por seu filme de 1997 "A Vida é Bela", cantou para Loren em uma videomensagem, e Edoardo Ponti, filho da atriz, esforçou-se para não chorar quando lhe disse: "Estamos aqui porque amamos você e porque você merece tudo".
Perguntada pelo apresentador e comediante norte-americano Crystal se estava feliz com sua carreira, Sophia Loren enxugou lágrimas ao responder.
"Você nunca está satisfeita. Sempre quer fazer mais e encontrar a coisa certa no momento certo. Gosto tanto de minha carreira, minha vida. Eu nasci para isto. Fico doente quando passo um ou dois anos sem trabalhar."



terça-feira, 3 de maio de 2011

A morte de Bin Laden, em breve, num cinema perto de você

Hollywood deve apostar em nova onda de filmes sobre guerra ao terror. Depois dos dramas sobre as vítimas e dos thrillers militares, vêm aí os filmes patrióticos

Thriller militar: cena do filme 'Guerra ao Terror', de Kathryn Bigelow, diretora premiada com o Oscar. Ela já preparava um filme sobre a caçada a Bin Laden. O projeto deverá ser adaptado (Divulgação)
A forma de retratar o terrorismo mudou de cara no cinema desde 2001. Os estúdios passaram da recriação do drama humano dos ataques aos thrillers militares ambientados na guerra ao terror.
Em Hollywood, a morte do terrorista Osama bin Laden em uma operação militar dos Estados Unidos no Paquistão representa uma oportunidade para reacender um gênero que rendeu grandes bilheterias no passado - o dos filmes patrióticos. A inesperada morte do líder da Al Qaeda no ano que se completa o décimo aniversário do 11 de Setembro já é apontada como inspiração para filmes dispostos a "vingar", na tela, a vida dos milhares de mortos nos ataques perpetrados pela Al Qaeda. Embora ainda seja cedo para saber como os grandes estúdios tratarão o acontecimento, projetos que já estavam em andamento - como Kill Bin Laden, da diretora Kathryn Bigelow - tornaram-se prioridades.Bigelow, que dirigiu o premiado Guerra ao Terror (2009), um filme sobre uma equipe de desativadores de bombas no Iraque, tinha a intenção de contar em seu novo projeto uma missão fracassada do Exército dos EUA para caçar o terrorista mais procurado do momento. A história agora poderá sofrer uma adaptação, para incluir o desfecho da caçada a Bin Laden. O site especializado Deadline Hollywood informa que Kill Bin Laden não tratava especificamente sobre o chefe da Al Qaeda, e que pouco vazou quanto ao roteiro e o elenco que ainda estava pendente. Entre as pessoas envolvidas no financiamento da produção está Megan Ellison, filha do chefe-executivo da Oracle, Larry Ellison.A Paramount também pode retomar o tema. O estúdio conseguiu em 2006 os direitos para adaptar o livro Jawbreaker para o cinema. A obra descrevia uma operação de forças especiais para capturar Bin Laden nas montanhas afegãs. O projeto acabou sendo descartado depois que o filme As Torres Gêmeas, de Oliver Stone, arrecadou 70 milhões de dólares nos EUA - uma bilheteria que decepcionou o estúdio (a Paramount esperava lucrar muito mais). Outra publicação especializada, a Hollywood Reporter, aposta que, nas próximas semanas, Hollywood receberá "uma tonelada de novos projetos sobre Bin Laden, especialmente à medida que se conheçam os detalhes sobre a missão americana".
Do drama ao thriller - A forma de retratar o terrorismo mudou de cara no cinema americano desde os atentados de 2001. Os estúdios passaram da recriação do drama humano dos ataques, com a busca do herói no meio da catástrofe (como em As Torres Gêmeas e Voo 93) a uma proliferação de thrillers militares ambientados na guerra ao terror. Dentro dessa segunda linha estão títulos como O Reino (2007), com Jamie Foxx, Rede de Mentiras (2008), com Leonardo DiCaprio e Russell Crowe, e O Traidor (2008), com Don Cheadle e Guy Pearce, entre outros. Apesar do envolvimento de grandes astros e diretores importantes, nenhum deles conseguiu virar um enorme sucesso de bilheteria nos EUA.Para os especialistas, a morte de Bin Laden numa operação sigilosa e certeira - que, conforme os relatos já conhecidos, parece mesmo cena de filme de ação - pode provocar uma nova mudança de rumos nesse mercado. Hollywood poderá fechar o ciclo pondo um final vitorioso e patriótico nas histórias do 11 de Setembro. As fontes da indústria do entretenimento lembram que o próprio discurso do presidente americano Barack Obama no domingo, ao anunciar que os EUA tinham feito justiça através do extermínio do chefão terrorista, lembrava uma cena de filme de ação com fundo patriótico - como em Independence Day (1996) e nas produções dos tempos da guerra fria, principalmente nos anos 1980.

Veja(Com agência EFE)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Glamour dos anos dourados de Hollywood vai a leilão

Uma carta de oito páginas de uma jovem Marilyn Monroe, o perfil de Alfred Hitchcock desenhado por ele mesmo e uma fotografia de Audrey Hepburn dedicada a George Cukor foram alguns dos 600 objetos dos anos dourados de Hollywood leiloados nesta quarta-feira na casa Bonhams & Butterfields.
Na coleção, composta por materiais que estavam em posse dos antiquários Charles Williamson e Tucker Fleming, estavam peças de Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Charlie Chaplin, William Faulkner, Ian Fleming, F. Scott Fitzgerald, Greta Garbo, Ava Gardner, Ernest Hemingway, Audrey Hepburn, Vivien Leigh, Margaret Mitchell e Rodolfo Valentino, entre outros.
Trata-se de uma mostra compilada durante mais de cinco décadas e relacionada com literatura, arte e filmes, que entre seus artigos mais desejados contou com uma carta de Marilyn Monroe aos 16 anos (assinada como Norma Jeane, seu nome real) na qual descreve seu casamento com Jim Dougherty e que encontrou comprador por US$ 52 mil. Dentre outros objetos esteve um desenho de Hitchcock com seu próprio perfil, assinado como "Hitch - Conselheiro Amoroso" e dedicado ao ator John Dall, protagonista do thriller "Festim Diabólico" (1948), que alcançou US$ 4,8 mil, ou as cartas de Greta Garbo a Cukor, assim como uma cópia assinada do primeiro contrato da atriz com os estúdios da MGM, que acabou arrematado por US$ 7,9 mil.
A coleção foi completada por documentos assinados por mitos como Fred Astaire, Lucille Ball, Ingrid Bergman, Humphrey Bogart, James Cagney, Montgomery Clift, Gary Cooper, Bette Davis, Olivia De Havilland, Marlene Dietrich, Errol Flynn, John Wayne, Clark Gable, Judy Garland, Cary Grant, Rita Hayworth, Katharine Hepburn, Boris Karloff, Gene Kelly, os irmãos Marx e Frank Sinatra, entre muitos outros.

sábado, 9 de abril de 2011

Indústria poderosa de filmes, Bollywood mistura suas estrelas de cinema com as de Hollywood; saiba mais sobre a parceria

ANTONIO FARINACI /Especial para o UOL

A Índia é o maior produtor de filmes do mundo. Com cerca de 1.000 lançamentos anuais, o país produz aproximadamente o dobro do que produzem os Estados Unidos, segundo lugar do ranking. E para dar conta da diversidade da nação indiana, com suas 22 línguas, a indústria cinematográfica está dividida em focos de produção regionais que fazem filmes para cada um desses públicos.

 Bipasha Basu em cena de "Dhoom 2" gravada no Rio de Janeiro  Divulgação

A maior força dentro dessa usina é o cinema produzido na cidade de Mumbai, em hindi (língua considerada "oficial" ao lado do inglês). A cidade ganhou o apelido de Bollywood — uma fusão de "Hollywood" com o "B" de seu antigo nome, Bombaim. Lá foram produzidos 235 filmes, só em 2009 (números mais recentes), grande parte deles no indefectível estilo conhecido como "masala", predominante no cinema comercial hindu, em que não podem faltar cenas musicais bombásticas e enredos românticos água com açúcar.Para satisfazer tanta sede de amor nas telas, Bollywood conta com um batalhão de pares românticos. E o sistema usado para montar as duplas lembra um pouco o das novelas brasileiras: se o casal agradar ao público, aparece junto novamente em outra produção. Assim, no decorrer dos anos, vários pares românticos das telas —alguns casados na vida real, outros, amantes que causaram escândalo— foram povoando o panteão bollywoodiano.

Namoro com Hollywood

Mas, para além do romance e do colorido do estilo masala, foi a pujança desse mercado que atraiu a atenção de cineastas e estúdios ocidentais nos últimos anos. Em 2009, foi anunciada uma grande produção conjunta de Bollywood com Hollywood, para contar a vida da primeira-ministra hindu Indira Gandhi (1917 - 1984). O filme, provisoriamente entitulado "Mother: The Indira Gandhi Story", terá Madhuri Dixit, uma das maiores estrelas indianas, no papel principal, e contará ainda com Helen Mirren e Tom Hanks.

  • Fotomontagem UOL/ Getty Images À esquerda, Shah Rukh Khan participa de evento de cinema na Itália, em imagem de 2010; à esquerda, Leonardo DiCaprio participa de premiação nos EUA, em 2011
As colaborações com Hollywood não param por aí. O jornal "Times of India" noticiou há algumas semanas que Leonardo DiCaprio e o diretor e roteirista Paul Schrader trabalharão em Mumbai pela primeira vez, no filme de ação "Xtrme City", cujas filmagens devem começar em 2012. Leo fará o papel de um policial novaiorquino que vai à Índia encontrar seu amigo que se tornou um chefe mafioso. No papel do chefão, o superstar de bollywoodiano Shah Rukh Khan.O interesse mútuo não é difícil de entender. O cinema indiano, que deve muito aos filmes musicais americanos dos anos 30 a 50, produz hoje maior número de títulos do que os Estados Unidos e tem um público local gigantesco. Mas, mesmo projetando um crescimento assombroso para os próximos anos, tem um retorno financeiro menor com esses filmes. Em números: o mercado de cinema e TV indianos rendeu em 2007 algo em torno de US$ 7,7 bilhões, e espera-se que duplique de valor até 2015. Hollywood gera cerca de US$ 40 bilhões anualmente. No entanto, o público indiano é o dobro do americano. Nos EUA foram vendidos algo em torno de 1,5 bilhão de ingressos em 2009, enquanto na Índia o número chegou a 3 bilhões.Outro grande atrativo para os estúdios americanos são os custos de produção mais baixos em Bollywood. Só para se ter uma ideia de salários, um grande astro hindu pode chegar a faturar, na melhor das hipóteses, US$ 3,5 milhões por um filme. Mesmo alta, a quantia é ainda bem modesta se comparada aos US$ 78 milhões que Johnny Depp levou por "Piratas do Caribe 2".No final de 2010, foi assinado um acordo de colaboração entre a Motion Picture Association of America (entidade que congrega os maiores estúdios de Hollywood) e produtoras de Bollywood, com o intuito de apertar os laços entre as duas indústrias. Por isso, é possível que cada vez mais atores indianos dêem as caras em filmes americanos e vice-versa.E não é só pelas telonas que o colorido bollywoodiano deve chegar aos espectadores ocidentais. Uma grande companhia de cosméticos ocidental lançou recentemente uma linha de produtos inspirada em Bollywood, desenvolvida por um dos maiores maquiadores do cinema indiano, Mickey Contractor.

"O que é, o que é?"

No Brasil, a febre de Bollywood ainda não é um fenômeno popular. Raramente os cinemas nacionais exibem títulos indianos, a não ser em mostras específicas. O que não significa que Bollywood não esteja de olho no Brasil e que o cinema brasileiro esteja alheio à produção hindu. Em 2006, o filme de ação "Dhoom 2" tinha grande parte de suas cenas rodadas no Rio de Janeiro, e números musicais ao som de uma versão quase irreconhecível da música "O Que É, o Que É", de Gonzaguinha (aquela que diz "viver, e não ter a vergonha de ser feliz" etc).E, no primeiro semestre de 2011, está previsto para estrear em circuito comercial a primeira coprodução Brasil-Índia: o filme "Bollywood Dreams", de Beatriz Seigner. O filme acompanha a jornada de três atrizes brasileiras que partem para Mumbai com o sonho de trabalhar no cinema indiano.

TRAILER DO FILME "O SONHO DE BOLLYWOODIANO''


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