Culpa da educação-Maioria não consegue ler legendas
O FX é o mais novo canal da TV paga a entrar no time dos que exibem programaçao dublada - segue o caminho aberto por TNT, Telecine Pipoca e Fox. Praticamente toda sua programaçao já pode ser assistida em português, com exceçao de 'Dexter' e 'Spartacus'. Em algumas operadoras, há a opçao de ter o áudio original, em inglês, mas sem legendas. A mudança provocou protestos - assinantes dizem que nao querem filmes e séries dublados, que esta opçao devia ficar para a TV aberta. Via assessoria o FX informa que segue uma tendência do mercado de TV paga. Nota na Keila Jimenez destaca que o canal busca claramente alcançar um novo público da TV por assinatura - a classe C. Cita pesquisa do Data Popular que mostra que 58% da nova classe média brasileira gostam de assistir filmes e séries estrangeiros e 76% optam pelos dublados.
Veja comentários no Twitter:
@akilt: O povo anda com preguiça;
@AndreArruda: Brasil, opção pela mediocridade;
@geraldoprotta: É a "globalização" da tv internacional;
@guimour: Mais um motivo pra não ter sky
Aumento de assinaturas da TV paga está aliado à classe C

O crescimento no número de assinantes de canais por assinatura se deve ao aumento do poder aquisitivo da classe C, afirmou o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, no congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) nesta terça-feira. "Os números mostram que o crescimento na quantidade de assinaturas estão aliados ao aumento do poder aquisitivo da classe C e da população brasileira, em geral", afirmou.Segundo o Estudo Geral de Meio (EGM), divulgado pela Ipsos nesta terça-feira, a ascensão da classe C está levando as operadoras a baratearem os custos. A pesquisa aponta que o fenômeno de penetração dos canais por assinatura representa 31% da entrada na classe C. Os dados mostram que entre os consumidores deste nível social, 41% possuem combo (pacote de tv, telefone e internet) e 11% o pacote com TV e internet.De acordo com o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo Silva, o número de assinantes cresceu consideravelmente em 2010 e em 2011 deve ser superado. "Em 2010 foram registradas 2,4 milhões de assinaturas de tv paga. Neste ano, já registramos cerca de 1,4 milhão de assinaturas e as expectativas é de que superemos o ano passado", afirmou. "A população tem um maior poder aquisitivo hoje, o que deve aumentar o número de assinantes". Contudo, o ministro disse que apesar da tv por assinatura atingir cerca de 11 milhões de residencias no País (cerca de 40 milhões de pessoas), o governo não deve fazer investimentos no setor. "Não vamos fazer investimentos nenhum. O que estamo fazendo são mudanças regulatórias para melhorar a concorrencia e abrir espaços para pequenas empresas entrarem no ramo", disse.Paulo Bernardo afirmou que o governo está dando incentivos para empresários do ramo construírem redes de serviço de tv a cabo."Faremos um regime de incentivo de construções de redes para beneficiar empresários com empresas de serviços de tv a cabo. Com isso fazemos uma parte importante para incentivar. Agora o pessoal é que tem de investir.", disse
Empresas nacionais podem ter isenção de impostos para construção de redes
De acordo com o ministro, com a Lei do Audiovisual (PLC 116, plano que pretende determinar limite de 25% da programação das TV's por assinatura para programação nacional e trazer mudanças nos regulamentos) os valores para construção de redes de fibras ópticas vão baratear. "Queremos estimular a construção de redes e para isso temos um plano de tributação especial que deve ficar pronto até setembro. Vamos tirar PIS e CONFIS, além de outros impostos como IPI, se os equipamentos forem produzidos no Brasil. Com isso podemos baratear a construção das redes e estimular a expansão", afirmou.O ministro disse ainda que a PLC 116 deve ser aprovada até a próxima semana. Segundo ele, com a aprovação o governo deve investir cerca de R$ 300 milhões anuais na área de audiovisual. A nova classe média brasileira está ganhando cada vez mais espaço no consumo. Com renda média familiar de R$ 2.295 mensais, dos 11 milhões de brasileiros que possuem TV a cabo, 5 milhões pertencem à classe C.Isso significa que, no País, 43% dos brasileiros que possuem TV por assinatura estão enquadrados na nova classe média. É o que aponta o levantamento realizado pelo Instituto Data Popular.A pesquisa mostra ainda que quanto à preferência de programação televisiva, as famílias pertencentes à classe C buscam, em primeiro lugar, informação (74%). Na sequência está o entretenimento (48%), seguido da busca pela distração (44%), companhia (9%) e para ter acesso às fofocas (8%).Entre 2003 e 2011, o número de usuários de TV por assinatura ficou 2,6 vezes maior.WEB - O perfil do internauta da classe C tem como base o jovem, de até 24 anos de idade - somando 51% do total. A predominância é por mulheres (51%). A concentração desse internauta está na região Sudeste, com 51% do total.Em 2010, os adeptos à internet foram responsáveis por massa de renda de R$ 378 bilhões.
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