O grupo pró-Bolsonaro reuniu cerca de 40 pessoas (algumas mascaradas e de cabeça raspada) no vão livre do MASP. Durante a manifestação, o grupo cantou diversas vezes o hino nacional e repetiu palavras de ordem como “Fora, kit-gay”, “Fora, Battisti” (contra o ex-militante da extrema-esquerda italiano), “Pelo direito de educar nossos filhos” e “Defendendo a família”. Alguns portavam faixas, escritas com erros de português. Os organizadores foram identificados como integrantes da “união nacionalista”, movimento “ultradefesa” e dos “carecas” do ABC.
A mobilização foi realizada via Orkut e atraiu a atenção de um grupo contrário. Cerca de 100 pessoas, entre estudantes, militantes dos direitos dos gays e o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP), surgiram para protestar contra o deputado carioca, que antes de aparecer no programa de TV “CQC”, em 28 de março, era praticamente desconhecido na cidade de São Paulo.
A polícia militar formou fileiras entre os dois grupos para evitar confrontos e acabou checando documentos dos mais exaltados. As pessoas que eram reincidentes foram levadas a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Também foram apreendidas armas, como um bastão e estrelas ninjas.
Já estão na Corregedoria da Câmera quatro das sete representações movidas por deputados e entidades contra o parlamentar, que se manifestou de forma racista e homofóbica na TV Bandeirantes. Durante o programa “CQC”, ele foi perguntado pela cantora Preta Gil o que faria se um de seus filhos se apaixonasse por uma negra e respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.
No dia seguinte, o parlamentar disse que se confundiu: achou que a pergunta se referia a gays e não negros. Ao voltar pela segunda vez ao programa “CQC”, em 4 de abril, Bolsonaro aumentou o tom e desceu o nível, chamando homossexuais de bichas.




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